segunda-feira, outubro 18, 2010

Tamah’ruk: Primórdio

Oigalê*!!

(Listening to: Avantasia - The Metal Opera)

Bom, este é meu primeiro post aqui no Old School. Eu não sou exatamente um blogueiro, mas resolvi ajudar o pessoal aqui, e estou disposto a postar bastante coisa (y).

Este não é o primeiro blog que participo, mas de rpg sim. E bom... Acho que são válidas algumas informações introdutórias. Não que vocês dêem muita bola pra essas coisas mas, acho que é bom... né? hehe

A maioria dos meus posts aqui no blog será referente a cenário próprio que estou desenvolvendo para futuras campanhas (eu realmente espero que seja no plural hehe). Se me acharem com falta de criatividade... bom, paciência. Alguns futuros jogadores me perguntaram a temática da campanha ou talvez do cenário. Mas não há uma específica. Eu estou desenvolvendo este cenário de forma genérica, justamente para deixar as possibilidades bem amplas. Tanto para o mestre quanto para os jogadores. Mas com certeza o cenário terá suas peculiaridades e a sua história própria, caso contrário ele não teria graça (ok, vou evitar falar o óbvio).

Recentemente, estava futricando meu computador à procura de textos rpgísticos antigos, e encontrei o seguinte texto explicativo da criação do universo (ou "multiverso" adotando um jargão de Terry Pratchet, de quem sou fã):


Já esperado, mas nem por isso menos surpreendente: história do surgimento do universo e dos deuses

"A realidade é uma curva.
[...]

... ao menos 9/10 de toda realidade original já criada se encontra do lado de fora do multiverso. Uma vez que o multiverso, por definição, inclui absolutamente tudo o que existe, isso deixa as coisas um pouco complicadas.
Além das fronteiras dos universos estão as matérias primas da realidade - os poderiam-ter-sido, os podem-ser, os nunca-foram, as idéias descabidas -, tudo sendo criado e "descriado" de forma caótica, como fenômenos atmosféricos de supernovas agiatadas."
Terry Pratchet



No princípio, havia apenas a "possibilidade". Diversas idéias espalhadas "disputando" (se uma idéia pode disputar alguma coisa) sua prevalência sem ser afetada por outra. Cada uma tentando manter um "tempo" de existência suficiente para "existir". Alguns denomiram como "o caos" outros "o nada". Entretanto, considerando o que pode ter sido uma eternidade ou uma fração de segundo (levando em conta inexistência do referencial "tempo"), alguma coisa, "ele", conseguiu agregar uma quantidade significativa dessas idéias, todas ansiosas para exisitir, em algo uniforme. Passou a existir e a "envelhecer", ainda engatinhando, o Universo. Por meio dele, diversas idéias receberam a oportunidade de "ser". Alguns denominariam de "ordem", e muitos cultuariam esse segmento uniforme de idéias como um "deus"...
Não demorou muito para que algumas dessas "idéias" tomassem para si a função de organizar as outras logicamente. Surgiram então os deuses. No princípio eles eram muito diferentes do que aparentam ser agora. À medida que o tempo passou e eles se tornaram cada vez mais vinculados ao que chamamos de realidade, eles se esqueceram de suas verdadeiras naturezas de mutabilidade. Atualmente, estão tão dependentes da "estática" que sequer conseguem exercer seus poderes sem um grande número de pessoas que acredite neles. Assim, eles assumiram uma forma que representasse de alguma forma o papel exercido nos primórdios universais. Há idéias, entretanto, que perderam em parte sua mutabilidade, sucumbindo ao controle total daqueles que tiverem o poder e o conhecimento de como manipulá-las. Essas não são cultuadas como deuses, ou sequer assumem forma alguma.


Infelizmente, ele não tem muito valor... rpgístico. Acredito que nenhum povo explicaria a criação do Universo ou dos deuses desta maneira. No meu cenário particularmente, ela é explicada da seguinte forma pelos sacerdotes de Eniatis, deus do conhecimento:

No princípio, havia apenas energia mística e caótica, solta no universo ou (pré-universo). Formas variadas de espírito, matéria e energia se combinavam e se desfaziam num piscar de olhos. Essa fase durou ate o surgimento da primeira "vontade" (ou primeira forma ordenada de pensamento).
Com isso, apareceu o primeiro ser divino, que atualmente é referido como Aboros, pai (embora assexuado) dos deuses, e cuja forma desapareceu (embora alguns ainda acreditem na sua existência), após criar o mundo de Tamah'ruk. O mundo, então, ainda cru, passou a ser disputado pelos deuses recém originados, os quais até então não tinham experiência alguma com relação a "criação". Logo começou uma disputa de "vontades" entre eles, cada um tentando fazer prevalecer suas criações (fossem elas criaturas, ou meras ideias) e organizar o mundo a sua maneira. A guerra entre os deuses chamada "Jihad" continua ate hoje, embora de maneira bem mais amenizada. Alguns poucos deuses se demonstraram mais fracos e pereceram no período dessa guerra. Contudo, suas criações (ou projetos de criações) continuam a habitar os confins de Tamah'ruk.
A guerra começou a tomar seu rumo final, quando aliancas entre os deuses começaram a se formar. Esse comportamento, contudo, era dificil para esses seres divinos cuja característica marcante é a forca de vontade. Ainda assim, a aliança durou tempo suficiente para que um grupo de deuses prevalecesse, organizando e mantendo o mundo conforme sua vontade. No fim um grande pacto foi estabelecido, pacto esse que por muitos deuses foi considerado injusto.
Os anos se passaram, e muitas mágoas e rancores do passado ainda são mantidos pelos deuses.



Muito bonito, não? Bom, qualquer crítica, sugestões, sintam-s a vontade. As histórias de criação de universo e mundo que vi, sempre foram muito parecidas. E essa não é exceção. Mas acredito que qualquer um que esteja criando um cenário, deve pensar nisso. E deve dar um posicionamento às divindades também.

*Oigalê: Demonstra surpresa, admiração. Sinônimos: oigatê, oigaté, oigalé.

2 comentários:

  1. Mto bom post...
    Começo a pensar quais foram os requisistos para participar desse tal pacto. A dúvida que fiquei é se os deuses a cada dia são mais dependentes dos seus fiéis seguidores???

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  2. Pergunte a um clérigo de Eniatis! hehehe
    Bom, não houve um requisito, específico. Mas diante do caos em que se encontravam incialmente, alguns deuses acharam melhor reunir esforços para conseguirem prosperar. E com isso, conseguiram subjugar os demais, efetuando um pacto de não-agressão direta, assim digamos. Ou pelo menos é isso que os mortais acreditam...
    E os deuses, no momento, estão tão vinculados a "estática" que seu poder reside no poder de crença e no volume de seus fiéis. Por isso, os deuses das adorados pelos povos civilizados como humanos, elfos e anões acabam por se sobressair, e com isso exercem maior influência. Mas é claro que os outros deuses não cruzam os braços ante essa realidade. O problema é que também não podem lançar um ataque direto, por falta de "força" ou influência.
    Espero que tenha ficado um pouco mais claro... Caso não seja o caso, espere o próximo post que pretendo trazer as divindades do mundo de Tamah'ruk (y)

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